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  1. 24/08/2007

    A PRIMEIRA ESCOLA DE SURF

    Aloha Amigos,

    Aproveitando este espaço de várias maneiras, desta vez vou preferir deixar um pouco de lado minhas histórias sobre o mundo do surf que conheci através dos anos, para abordar um assunto que eu construí e tenho muito orgulho do resultado desse trabalho: a primeira escola de surf brasileira. Fico muito feliz de falar sobre esse assunto, pois é uma das grandes paixões da minha vida e o reflexo da minha trajetória vivendo do surf, ou melhor, com o surf.

    De certa forma, esse surgimento da primeira escola de surf no Brasil está completamente inserido no contexto da história do surf brazuca. Então, vamos a diante.

    A primeira escola de surf do Brasil surgiu em 1982, no Arpoador. Foi uma iniciativa inédita porque, ao contrário dos australianos, que aperfeiçoavam o surfista para as competições, a escola do Arpoador tinha por objetivo ensinar a pegar onda a quem nunca tinha surfado.

    Pensei na escola como uma forma de retribuir o muito que o surf sempre me proporcionou. Sentia antes, e ainda sinto hoje, que precisava me voltar para as crianças como uma maneira de contribuir para o crescimento do surf.

    Eu ensinando meu filho Patrick na escolinha há alguns anos atrás.


    A oportunidade da escola surgiu quando eu trabalhava na Riotour, em 1982. Juntaram-se ao Projeto Ismael Miranda, vice-campeão mundial no Waimea 5000, Picuruta Salazar, maior lenda do surf brasileiro, Amir Salazar e seu irmão Pepê César; Rodrigo Osborne e Fernando Bittencourt. Uma galera que realmente tinha coisas para contar e disposta a passar uma filosofia de vida.

    A escola fora planejada para durar apenas um mês, mas na concepção dos idealizadores deveria ser eterna. Infelizmente, a Riotour limitou em apenas um mês o tempo de vida daquele embrião. Mas aquela primeira experiência deu certo e foi um sucesso, toda a mídia deu o maior apoio.

    O projeto realmente teve que ser interrompido naquele período, mas voltou dez anos depois e nunca mais parou. Sinto-me orgulhoso, pois muitos instrutores das outras escolas de surf do Rio de Janeiro, e hoje há várias, receberam antes orientação minhas e se espelharam na primeira escola. Fico feliz que a idéia tenha prosperado e gerado filhotes em todo Brasil.

    Com o apoio da subprefeitura da Barra da Tijuca, do G-mar, do grupamento de guarda-vidas do Corpo de Bombeiro do Rio de Janeiro e da Federação de Surf, foi feito um mapeamento das escolas para uma melhor organização e crescimento.

    O coordenador Zé Roberto ensinando noções básicas aos alunos iniciantes e, ao lado, eu reunido com os alunos que fizeram a clínica de surf ano passado, na Praia da Barra.


    A escola de surf é dividida em várias turmas: para iniciantes, intermediários e para surfistas que já pegam onda bem e desejam desenvolver técnicas para competição. De acordo com a evolução de cada um, os alunos vão passando para os estágios seguintes. A maioria após um período de oito meses a um ano sai da escola e começa a bater asas por si mesma.

    Além da experiência dando aulas de surf por mais de vinte anos, fiz dois cursos numa entidade australiana (Surfing Australia) que regulamenta todas as escolas de surf do mundo: um curso para dar aula e outro para formar instrutor.

    Tenho orgulho de ter iniciado vários campeões, entre eles, Phil Rajzman, atual campeão mundial pela ASP. Hoje, a evolução do surf proporciona muito mais que um esporte, é uma filosofia, educação, oportunidade de trabalho, ou melhor, futuro!

    Alunos da escolinha da Macumba há alguns anos atrás.


    É com muita satisfação, que até hoje, eu mantenho minha escola de surf funcionando, podendo proporcionar as pessoas tudo o que pude aprender com o surf. Na Barra, em frente ao posto 4, ela funciona quase semana inteira e está aberta a todos, sob a supervisão do Coordenador da escola Zé Roberto. Já na Praia da Macumba, ela atua dentro de um projeto social que desenvolvi há alguns anos e que está crescendo com a parceria que fechei com a Kastrup Carneiro recentemente.

    Lá, crianças de comunidades próximas a Praia da Macumba podem aprender a surfar de graça e dedicar a vida ao surf, contanto que mostrem que estão estudando. Quem supervisiona a molecada, é o instrutor Marcos Vinício, mais conhecido como Tico. Atualmente, os quatro alunos mais antigos da escola já estão correndo competições e ganharam patrocínio de pranchas Rico Kastrup.

    Para saber mais sobre esse projeto social visite as matérias no site www.ricosurf.com

    Eu e Tico com os meninos do projeto social que ganharam o patrocínio.


    Para mim, é importante sempre apoiar e incentivar o esporte e a saúde na vida de toda a criança, principalmente, daquelas que vêem seus sonhos limitados por obstáculos da vida. Seja uma situação financeira ruim, ou uma doença ou deficiência, nada disso tira o direito de alguém lutar para conquistar seus sonhos e objetivos. Eu mesmo comprei minha primeira prancha com o dinheiro que juntava vendendo garrafa e tudo que me rendia algum. Por isso, é nosso dever ajudar a construir novamente os sonhos dessas crianças e ensinar através do esporte os valores da vida.

    Por enquanto, termino por aqui esse meu post e convido a quem ainda não conheceu o mundo maravilhoso do surf para experimentar. Garanto que não via se arrepender, afinal, nunca conheci ninguém que tenha se arrependido até hoje!

    Boas Ondas e até breve,
    Rico de Souza

  2. 21/08/2007

    Sunset Beach: para sempre um pico de gigantes

    Aloha amigos,

    É com muita felicidade que hoje venho postar essas fotos. A idéia do assunto partiu mais uma vez de uma foto das antigas, que meu grande amigo e fotógrafo, Gordinho, me mandou. Nela, estou ao lado do grande australiano Cheyne Horan e do nosso big rider Eraldo Gueiros, em sua plena juventude, na temporada havaiana de 1994.

    Cheyne Horan, eu e Eraldo Gueiros em Sunset Beach, no Hawaii.


    Nós estávamos sentados no estacionamento, em frente a Sunset Beach, e Cheyne está apontando para uma série clássica que fazia o cenário de um campeonato que assistíamos.

    Sunset Beach é um dos melhores picos do North Shore havaiano, e que costuma quebrar ondas cascudas e difíceis quando entram fortes swells. Só grandes big riders conseguem dominar com maestria as ondas de Sunset.

    O mais interessante é que quando estava pesquisando outras fotos do Cheyne para mostrar para vocês, consegui encontrar o site dele, que é http://www.cheynehoran.com.au/, altas fotos contando a história desse grande surfista australiano. Entre elas, uma dele fazendo pódio aqui no Brasil, no campeonato Waimea 5000, de 1978.

    Na foto maior, Cheyne está na onda em primeiro plano contra Larry Bertleman na bateria, na onda em segundo plano. No destaque, Cheyne ficou em primeiro no Pro tour, no Rio de Janeiro, Brasil, campeonato Waimea 5000, em 1978, bem quando completava 18 anos de idade.


    Cheyne Horan foi vice-campeão mundial da IPS (a antiga ASP). Ele foi um dos primeiros australianos, que se destacou na época por ter um surf competitivo. Um cara que gosta muito de ondas grandes e de tow in, assim como nosso Eraldo Gueiros.

    Cheyne Horan na capa da revista Surfing


    Eraldo sempre foi um surfista que dominou muito bem as ondas de Sunset, desde essa época, além de ser eternamente apaixonado pelo arquipélago havaiano. Hoje, ele estrela uma brilhante carreira como surfista de Tow In, ao lado de Carlos Burle. Eles são considerados uma das melhores duplas de ondas gigantes do mundo. Atualmente, Eraldo divide sua vida entre o Brasil, Hawaii e algum pico pelo planeta, que esteja quebrando as maiores ondas previstas.

    Carlos Burle e Eraldo Gueiros dividem uma morra em Mavericks- Foto: Frank Quirarte. / Eraldo Burle - Foto: Paulo bareta / fluir.


    É... Eu tenho boas memórias desses momentos épicos da minha da minha vida! Fica aqui, minha homenagem a esses dois grandes surfistas Cheyne Horan e Eraldo Gueiros.

    Boas Ondas e até breve,
    Rico de Souza

  3. 16/08/2007

    Bons Tempos do Surf: Broca, Renan e o saudoso Nilton

    Aloha Amigos,

    Como havia comentado em outra postagem, o meu bom amigo Gordinho, que é fotógrafo profissional no Hawaii, me mandou umas fotos espetaculares dos nossos bons tempos de surf. Uma época, que a cultura surf ainda estava se firmando em várias regiões do planeta, enquanto no Hawaii, as rodas de amigos em Pipeline se formavam freqüentemente e a galera já vivia aquele espírito havaiano.

    Broca, Renan Pitangui e o saudoso Nilton Barbosa, em mais uma temporada em Pipeline, em dezembro de 1981.


    Eu acho essa foto muito interessante e por isso a escolhi para ser o assunto de hoje. Nela, estão reunidos Broca, Renan Pitangui e o saudoso Nilton Barbosa, que foi um cara de grande destaque no meio do surf e fotógrafo especializado. Ele fundou a revista Visual Esportiva na época, que era seguidora da primeira revista brasileira especializada em surf, a Brasil Surf, criada por Flávio Dias em parceria com Alberto Pecegueiro.

    Algumas matérias comigo que foram publicadas na Brasil Surf.


    Me lembro bem desses caras, o Broca, que hoje eu encontro e está com o cabelo branquinho, e o Renan Pitangui, que sempre foi um amante do Hawaii e de Pipeline. Ele foi um dos maiores big riders de Pipe, o apelido dele era Crab, em português caranguejo, porque no momento que ele dava aquele drop numa onda, super atrasado, o Renan ajeitava a base lá dentro do tubo e abria um pouco as pernas, por isso foi apelidado de Crab.

    Cara, ele pegava uns tubos insanos em Pipeline e às vezes também proporcionava vacas inesquecíveis. Ele costumava a levantar a praia de Pipeline com seus drops memoráveis. Era uma época de ouro e com um espetáculo de surf dentro d’água.

    Então, fica minha homenagem para galera, que estava reunida em Pipe na foto, que até hoje, continua sendo a maior arena do surf mundial, o verdadeiro anfiteatro do melhor do que há no surf. Um verdadeiro espetáculo do homem em harmonia com a natureza. É diferente de Sunset, que a onda está a 800 metros distante da areia. Em Pipe, o público vê de perto até mesmo a expressão do rosto do surfista quando pega aquela onda perfeita, a baforada do tubo, ou aquele vento terral balançando o cabelo dos caras.

    Pipeline: a arena do espetáculo do surf mundial


    Não é à toa que Pipeline se mantém como a principal etapa do circuito mundial até hoje e reúne os melhores atletas num show de surf a cada alta temporada havaiana.

    Boas Ondas e Até Breve,
    Rico de Souza

  4. 14/08/2007

    SAÚDE É FUNDAMENTAL

    Aloha Amigos,

    Sei que foge um pouco dos assuntos que costumo postar no Blog, mas achei interessante falar sobre alimentação, um assunto que julgo interessante e muito importante para a vida de quem gosta de esportes.

    Longe de mim, eu dar uma aula sobre alimentos ou dietas naturais, até porque não sou nutricionista ou médico para falar sobre isso, mas depois que vi a reportagem do Globo Repórter, na TV Globo, na última sexta-feira, achei que podia comentar um pouco sobre comportamento alimentar e o que eu, como surfista, considero importante para se manter um dia-dia saudável e praticando esporte.

    Site do Globo Repórter na Globo.com com a matéria sobre alimentação.


    Alimentação saudável já é uma questão muito comentada e que ajuda a manter uma vida longa e de qualidade.

    Hoje em dia, manter uma dieta saudável e praticar exercícios todos os dias é uma tarefa difícil. A correria diária e os constantes fast-foods espalhados pela cidade, que raramente apresentam boas opções de um cardápio saudável, nos afastam cada vez mais de uma alimentação balanceada e com todos os componentes que precisamos.

    As coisas estão mudando ao poucos e campanhas começam a surgir para conscientizar a população. Alguns investidores já descobriram essa nova tendência em prol da saúde e começam a investir em restaurantes naturais, casas de sucos e na indústria light.

    Realmente, cuidar da saúde nunca é demais e uma boa alimentação é fundamental para quem quer chegar aos 80 anos esbanjando energia. Esse sempre foi um cuidado que tive ao logo desses anos e tento passar para toda a minha família. Comer bem é um hábito, você tem que inserir bons alimentos nas refeições do dia-dia e abrir mão daquela guloseima tão atraente.

    Todos sabemos que doenças como hipertensão, colesterol alto, obesidade, entre outras, podem ser evitadas com uma dieta balanceada; e que alguns alimentos ajudam até mesmo a prevenir o câncer.

    Alimentos com nutrientes essenciais devem fazer parte da dieta de quem quer levar uma vida longa e saudável.



    Por isso, a reportagem do Globo Repórter chamou minha atenção. Para aqueles que não tiveram a oportunidade de assistir, eles procuraram as principais universidades do país para pesquisarem e separarem os alimentos que não podem faltar ao ser humano e que são facilmente encontrados nos pratos da cozinha brasileira.

    Mas o que as pessoas precisam entender, principalmente aquelas que gostam de esportes, é que não adianta apenas manter uma alimentação saudável ou só praticar exercícios com freqüência, é importante que ambas atividades façam parte da rotina, para se levar uma vida produtiva e com qualidade.

    E além de todas essas dicas, o mais importante é relaxar, se divertir e rir bastante, afinal, ninguém é de ferro, e só se vive feliz até a velhice, quem sabe deixar os problemas de lado às vezes e aproveitar o que a vida tem de melhor. Drope nessa onda!

    Confira abaixo a lista de alimentos destacados pela reportagem que ajudam a manter uma boa dieta:

    1-Suco de Laranja – A laranja é excelente no controle do colesterol. No mínimo 2 copos por dia.
    2-Leite de Cabra – é considerado mais saudável e mais rico que o leite de vaca.
    3-Milho – rico em vitamina A.
    4-Alimentos bons para serem incluídos no dia-dia - Couve, Alface, Tomate, Cenoura, Arroz, Feijão, Peixe, Aipim, Pão, Leite.
    5-Frutas - Laranja, Banana, Uva, Açaí (que é rico em ferro) e Caju ( rico em vitamina C.
    6-Aveia – Ajuda a baixar o colesterol e regulariza o intestino.

    Foi muito interessante realmente. Quem quiser conferir um pouco mais sobre o assunto visite o site do programa. Clique Aqui!


    Boas Ondas e até a próxima,
    Rico de Souza

  5. 12/08/2007

    FELIZ DIA DOS PAIS!

    Aloha amigos,

    Vou aproveitar o dia de hoje para dedicar minha postagem aos pais! No dia em que somos lembrados, podemos parar para pensar como é maravilhoso criar um filho e poder ensinar a eles tudo o que valorizamos na vida.

    Quando descobri o surf comecei a viver isso sozinho e hoje pude ensinar aos meus filhos a mesma paixão que eu tenho pelo esporte e que tenho certeza que eles passarão para os meus netos.

    Eu com meu filho Patrick na Praia da Macumba.


    Desde os primórdios do esporte, a cultura surf é passada de geração a geração, principalmente no Hawaii, que sustenta até hoje uma vida relacionada às atividades no mar.

    Na antiga família havaiana, o pai ensinava aos seus filhos o verdadeiro valor da vida no mar. Com os anos, esse estilo de vida se tornou tradição na sociedade e a cultura surf nasceu entre tantas outras manifestações, que até hoje fazem parte do cotidiano da família havaiana.

    Com a cultura surf expandindo pelo mundo, essa tradição incorporou na vida de quem pratica esse esporte maravilhoso. Aqui, no Brasil, podemos perceber que não foi diferente, muitas famílias se reúnem para curtir as ondas juntas. Pais e filhos dividindo a mesma session e aproveitando um tempo juntos.

    Eu e meu filho Eric, que seguiu os passos no surf, hoje compete e está fazendo sua carreira como surfista profissional.


    O surf cria laços e proporciona momentos de lazer e diversão com a família, muitos podem achar que isso é normal, mas hoje me dia, as pessoas vivem uma vida atribulada e que momentos em família se resumem em pequenas conversas durante o vai e vem do dia-a-dia.

    Por isso, mais uma vez, sou grato ao surf, que além de me dar momentos únicos em contato com a natureza, permitiu que eu estivesse ao lado dos meus filhos, ensinando tudo que aprendi e o amor que sempre senti pelo esporte.

    Hoje, quero dar parabéns a todos os pais surfistas, que assim como eu, adoram dividir seus dias, sua atenção, seu tempo e as ondas com seus filhos! Felicidades e boas ondas em família para todos!

    FELIZ DIA DOS PAIS!

    Boas ondas e até breve,
    Rico de Souza

  6. 08/08/2007

    O surf é um estado de espírito

    Aloha amigos,

    Meu post dessa semana está começando um pouco atrasado, mas o motivo é bom, estou preparando um material exclusivo e muito interessante baseado em antigas fotos que recebi de um grande amigo meu, que trabalha como fotógrafo no Hawaii, o Gordinho. Mas essas histórias ficam para um futuro próximo, hoje, eu quero falar de um assunto mais importante e que já tenho chamado a atenção de todos, o meio ambiente. Eu considero de extrema urgência se criar conscientização sobre esse tema, principalmente entre os surfistas.

    Como já havia divulgado antes, eu tive a honra de ser convidado para organizar o encontro global dos surfistas em prol do meio ambiente, o I Earthwave, no Brasil. Nós, da tribo do surf e que vivemos uma vida em torno desse esporte privilegiado, temos uma responsabilidade muito grande como guardiões da natureza e protetores dos oceanos. Afinal, dependemos das ondas para poder sentir a emoção que só o surfe pode nos proporcionar.

    A menos de um mês desse evento tão importante, me senti à vontade para falar sobre preservação e responsabilidade com vocês. Mas pensei melhor, para não ser muito repetitivo ou careta, preferi dar outra conotação a esse assunto. Vou tentar mostrar para vocês como o surf é muito mais que um esporte, o surf é um estado de espírito e uma filosofia de vida.

    O surfista, hoje, é um aliado do meio ambiente. Ele entende que é necessário preservar as praias, pois sabe que é impossível surfar em praias poluídas. Quem está começando no esporte tem que ter isso em mente. Não sujar as praias, não deixar papel, coco, latas de refrigerantes ou qualquer outra coisa nas areias, preservando o meio ambiente. Esses princípios fazem parte da filosofia do esporte, e também uma questão de educação. Quando você respeita os outros, passa a ser respeitado, e isso vale para a natureza.

    Praias poluidas são frequentes em muitos lugares. Um retrato feio do comportamento humano.


    Um bom exemplo é o aprendizado do direito da onda. Um surfista não deve rabear o outro (entrar na frente do outro). Quem está no inside (mais perto da parte crítica da onda) tem preferência. Isso quer dizer que, se você for para uma onda que segue para o lado esquerdo, quem estiver mais para dentro do pico é o dono da onda. O mesmo ocorre para o lado oposto.

    É muito gratificante viajar com seus amigos para um país onde encontra ondas perfeitas e picos paradisíacos. É um ciclo: você surfa, se diverte, faz exercício, se alimenta bem, dorme bem, e acaba vivendo bem. Mas o surfista tem que ter a consciência que desfrutar desse estilo de vida nos remete algumas responsabilidades, precisamos cuidar do nosso habitat natural. Nós sabemos que todas essas mudanças climáticas estão acabando com muitos picos de surf, fenômenos naturais estão devastando diversas regiões pelo planeta, pessoas estão morrendo e nossas ondas sofrendo transformações. Nós iremos sofrer cada vez mais os reflexos dessas ações irresponsáveis, que um dia, talvez acabe influenciando com a extinção do surf e do nosso planeta.

    Eu dropando uma morra em Mentawaii, em 2005. Imagina se um pico como esse sumisse do planeta?


    Por isso, cabe a nós cuidarmos do que é nosso e nos unirmos para proteger a natureza. A mínima atitude pode acabar ou salvar o mundo, faça sua parte você também. A tribo do surf precisa se unir pra lutar pelas ondas que tanto apreciamos e desfrutamos. Então, junte-se a nós nessa caminhada em prol do meio ambiente, cuida da sua praia, respeite a vegetação e a fauna local, e principalmente, protejam nossas águas!

    Aproveito para convocar todos os surfistas para comparecerem no Earthwave Festival de Surf EcoRodovias, de 31 de agosto a 2 de setembro, no Quebra-Mar de Santos. Vamos abraçar essa causa e dar os primeiros dropes na defesa da nossa natureza!

    Boas Ondas e até Breve,
    Rico de Souza

  7. 02/08/2007

    Túnel do tempo: a primeira prancha fabricada no Brasil

    Aloha Amigos!

    Acabo de chegar de São Paulo, mais precisamente de Santos. Estive na região para acertar os últimos detalhes do Earthwave Festival de Surfe EcoRodovias. Estar no Quebra-Mar de Santos sempre me traz boas lembranças, afinal, aquela região muito influenciou na história do surf brasileiro e é a terra natal de muitos pioneiros do esporte, no país.

    Pensando em algumas histórias, me dei conta que nunca contei para vocês sobre a primeira prancha fabricada no Brasil. Na verdade, essa é uma questão delicada e com algumas controvérsias, mas vou passar para vocês o meu conhecimento, ao longo desses anos como surfista.

    A primeira prancha nacional teria sido feita por Osmar Gonçalves, em Santos. Em depoimento aos estudantes da Faculdade de Educação Física de Esportes de São Paulo (FEFESP), da Universidade Santa Cecília, Osmar revelou que, entre dezembro de 1938 e janeiro de 1939, ele e o amigo João Roberto Suplicy Haffers, o Jua, construíram uma prancha de 12 pés (três metros e 60 centímetros) e 80 quilos, com a qual surfaram por uns seis anos aproximadamente.

    A prancha de Tom Blake inspirou o brasileiro a colocar a mão na massa.


    Eles construíram a prancha a partir do que viram na revista americana Popular Mechanics. A primeira prancha nacional nada mais era do que a cópia de um trabalho do americano Tom Blake, que entrou para a história do surf ao diminuir tanto o peso quanto a dimensão das pranchas, ainda nos anos 20, quando foi morar no Hawaii e tornou-se amigo de duas outras lendas do surf mundial: o havaiano Duke Kahanamoku e o americano Johnny Weismuller, que ficaria conhecido como o primeiro Tarzã, no cinema americano.

    Tom Blake se tornou lenda no Hawaii, confira o estilo dele na foto descendo a onda de cabeça pra baixo. E abaixo, o protótipo da prancha de Blake publicada na revista americana.


    No depoimento aos estudantes, Osmar contou que o mais difícil não foi fazer a prancha e sim aprender a surfar. Ele recordou os calções coloridos que usava, à moda havaiana, que atraíam a atenção das garotas na época. Com o apoio técnico do engenheiro naval Júlio Putz, Osmar e Jua compraram tábuas de cedro de quatro metros e tocaram o projeto, que resultou numa prancha oca e costurada com parafusos de latão de boa qualidade. Ela foi bem polida e tinha um pegador na rabeta. Na época, não havia cordinhas, e a prancha, apesar da boa flutuação, era pesada e constantemente arremetia para longe após uma onda.

    Mas como disse antes, há divergências na origem verdadeira da primeira prancha fabricada em território nacional. Segundo o surfista Diniz Lozzi, o Pardal, o criador da primeira prancha brasileira foi o americano naturalizado brasileiro Thomas Rittscher Júnior. Conhecida na época como tábua havaiana, a prancha também foi inspirada na revista americana Popular Mechanics, com base numa prancha de Tom Blake. Ele teria surfado com essa prancha, entre os anos de 1934 e 1936, na Praia do Gonzaga, em Santos, junto com a sua irmã, Margot, que seria a primeira mulher brasileira a surfar.

    Capa do livro de Tom Blake.


    Essas são as versões que eu conheço sobre a origem da primeira prancha brazuca, mas o importante dessa postagem não é só esclarecer fatos históricos, mas também mostrar o quanto as ondas de Santos estão inseridas no contexto histórico do surf no país. Mas essa é só a primeira de muitas histórias.

    Até a próxima e Boas Ondas,
    Rico de Souza

  8. 31/07/2007

    Campeonato Brasileiro: de volta para Ubatuba 1972

    Aloha Amigos,

    Na minha última postagem, eu pude falar de um dos maiores nomes do surf havaiano: o saudoso Eddie. Mas hoje, vou voltar a falar dos bons tempos do surf brasileiro.

    O Campeonato Brasileiro que conhecemos atualmente é resultado de longos anos de evolução e desenvolvimento do esporte. Hoje, não são apenas surfistas dentro d’água, curtindo as ondas e disputando porque o surfe é o que eles mais gostam de fazer na vida. O perfil das competições mudou muito, hoje em dia, temos atletas, que vivem do surfe e que buscam excelência na performance sobre as ondas.

    Não me entendam mal, nada tenho contra ao rumo que os campeonatos tomaram, muito pelo contrário, acho que a evolução veio no tempo certo e que hoje temos atletas que alcançam o máximo de seu potencial e fazem coisas dentro d’água, que deixam todos de boca aberta. Basta você analisar os tops mundiais do WCT, ou como a nossa própria nova geração está se desenvolvendo. Mas isso é um outro assunto.

    Acontece que os campeonatos atuais são mais comerciais, competidores sofrem com a pressão dos patrocinadores ou a falta de patrocínio, mas eles também se desenvolveram, hoje, eles têm direito a tour manager, treinamento específico, que envolvem exercício físico, fisioterapia, relaxamento, etc. Muitas ramificações que tornam surfistas em grandes atletas.

    Mas há algumas décadas atrás as coisas não eram bem assim, e o surfe começava ainda a engatinhar no território brazuca. Já comentei neste mesmo espaço, como as coisas começaram aqui no Brasil, os tempos do Arpoador, do primeiro Campeonato Internacional, do Campeonato Magno, mas faltou um importante evento, que construiu o cenário do surfe verde-amarelo, em termos de campeonato nacional.

    Finalistas do Festival de Surf de Ubatuba em 1978


    O Festival de Surfe de Ubatuba foi oficialmente o primeiro campeonato nacional do país, e até hoje, a região recebe uma etapa do SuperSurf, sendo a mais tradicional etapa do circuito brasileiro.

    Em 1972, eu venci o Festival de Ubatuba na Praia Grande e garanti assim, meu primeiro título brasileiro de pranchinha. Na época ainda usava uma monoquilha, que guardo no museu do surfe até hoje.

    Eu com a prancha que venci o primeiro campeonato de Ubatuba.


    O evento era organizado por Paulo Issa, que foi um dos grandes colaboradores no desenvolvimento do surfe de competição no país.

    No ano seguinte, conquistei o bi-campeonato brasileiro no Festival de Ubatuba, mas dessa vez na Praia de Itamambuca, que este ano recebeu a terceira etapa do SuperSurf 2007. As ondas de Itamambuca fazem a história do surf brazuca há todas estas décadas.

    Naquela época nós íamos competir porque amávamos o surf e queríamos estar todo o tempo possível em contato com a natureza e deslizando sobre as ondas. Era o período romântico do surf, no qual surfar era um estado de espírito. Quanta saudade eu sinto daqueles anos. Mas nem tudo eram flores, lembro-me bem que não tínhamos nenhuma estrutura nos anos 70; quem quisesse competir tinha que acampar na própria praia, não tinham pousadas, e o maior perrengue eram os mosquitos. Surgiam nuvens de mosquitos que matavam a gente.

    Mas todos os perrengues eram compensadores na hora que entrávamos na água. Vinham surfistas de todos os cantos do país. De norte a sul e com diferentes estilos de surf, isso nos ajudava a observar diferentes manobras e aprender sempre mais um pouco.

    Eu tinha um velho fusca azul e que ainda tinha a placa Guanabara, as antigas placas eram assim. Ah se meu fusca falasse! Ele foi meu companheiro durante anos de aventuras no universo do surf. Eu arranquei o banco traseiro e coloquei uns almofadões, transformei meu carro num “cafofo” e viajei para muitos lugares com ele e minhas pranchas.

    Eu no meu fusca azul, no primeiro Campeonato Brasileiro, em Ubatuba, em 1972.


    Mas deixando a nostalgia um pouco de lado, postei sobre esse assunto para poder contar um pouco mais sobre minha trajetória no esporte, mas principalmente mostrar as raízes do surfe de competição no país. Para que hoje, atletas e amantes do esporte saibam valorizar essa potência que o surf se tornou e que saibam aproveitar ao máximo o esporte, sem tirar dele a sua essência e filosofia.

    Boas Ondas e até breve,
    Rico de Souza

  9. 27/07/2007

    Eddie Aikau – homenagem a um herói havaiano

    Aloha Amigos!

    Vou aproveitar o embalo histórico que tenho dado aos meus posts e hoje vou falar de um cara muito importante na história do surf mundial, que foi um dos verdadeiros exemplos do que uma vida ligada ao mar representa: meu saudoso amigo Eddie Aikau.

    Muitos de vocês já devem ter ouvido falar desse lendário herói havaiano e do famoso livro em homenagem a ele, Eddie Would Go. Mas para aqueles que não conhecem muito bem a história de Eddie, hoje, vou dedicar meu espaço neste Blog para contar um pouco de tudo que esse grande amigo representou para história do surf e do North Shore havaiano.

    Capa do livro em homenagem a Eddie e cartaz do evento que acontece todo ano em homenagem a ele, em Waimea Bay.


    Em 1972, conquistei o meu primeiro título brasileiro no Campeonato em Ubatuba. Com essa vitória, tive a oportunidade de participar do campeonato mundial em San Diego, Califórnia. Naquela época, tudo era novidade e minha maior dificuldade era não dominar o inglês. Mesmo assim, não desanimei e arrumei as malas rumo a novos picos. Logo fiz novas amizades e me identifiquei principalmente com os surfistas havaianos, que me trataram muito bem.

    Foi quando acabei conhecendo o Randy Rarick, Mike-Ho, Larry Bertleman, Gery Lopes, Barry Kanaipuni e Jim Blears, que venceu o Mundial de 72 magnificamente. Quando terminou o campeonato, consegui realizar meu maior sonho, fiz minha primeira trip para o Hawaii.

    Foi em Sunset Beach que conheci Eddie, que estava arrepiando nas famosas ondas grandes daquele pico. Ele estava sempre na água, em dias de ondas pequenas, médias ou grandes, sua fama de encarar qualquer tipo de condição não era mentira. Eddie conhecia Sunset como ninguém.

    Eddie em seu posto salva-vidas em Waimea.


    Ele não era de falar muito, mas sempre cumprimentava todos com o seu sorriso franco e gentil, passando a impressão de ser supertranqüilo e humilde. Ele passava horas dentro d’água, sempre se colocando bem lá fora, no outside, onde pegava as maiores séries e as melhores ondas do dia. Como ele sempre mostrava muita coragem e disposição ganhou o famoso slogan “Eddie would go”, que virou marca registrada do tradicional torneio da Quiksilver Invitational, disputado em ondas gigantes em sua homenagem no Hawaii.

    Eu no evento em Waimea, em dezembro de 1989.


    Na minha primeira passagem pelo North Shore havaiano, em 72, pude assistir ao campeonato Smirnoff Pro, disputado em Haleiwa, com ondas de 12 a 15 pés. Na grande final, Eddie deu um show de competência, com manobras radicais e tubos insanos. A torcida ia a loucura, foi nessa ocasião que conheci a família Aikau, liderada por Pops e os filhos Clyde e Eddie, havaianos na pura essência da palavra.

    Depois dessa viagem, sempre dava um jeito de voltar ao North Shore para aproveitar a temporada do inverno havaiano. E assim fui estreitando meus laços com os Aikau.

    Em março de 1978, viajei para a Austrália para disputar o campeonato Stubbies, em Burleigh Heads e embarquei num vôo charter com os havaianos.

    No segundo dia de competição, Eddie me chamou e revelou que estava voltando para o Hawaii para integrar a tripulação da canoa Hokoleia, que iria do Hawaii ao Taiti. A travessia duraria cerca de 30 dias, sem equipamento de navegação. A proposta era fazer a viagem tendo por base apenas as estrelas, como faziam os antigos navegadores.

    Eddie me pediu para que continuasse viajando com o Clyde, pois iríamos competir em Bells Beach depois, e em seguida, no Coke Contest, em Sidney.

    Quando acabou o campeonato fomos para Bells conforme o programado e alugamos uma casa juntos, o que me aproximou de Clyde. Eddie já havia voltado para sua “missão” no Hawaii, não imaginávamos que seria a última vez que veríamos o Eddie.

    Numa noite fria de Bells, eu e Clyde preferimos nos recolher cedo, logo após o jantar, pois íamos competir de manhã, bem cedo. No meio da madrugada, por volta das 2h da manhã, acordei assustado com alguém esmurrando a porta. Levantei e fui ver o que estava acontecendo.

    Um sujeito estava na porta para informar a infeliz notícia: alguém da família Aikau tinha ligado para contar sobre o desaparecimento de Eddie durante a travessia.

    As primeiras informações que tivemos foi que a canoa Hokoleia tinha virado e o Eddie havia sumido no mar com ondas enormes. Fiquei chocado e ainda tinha a difícil missão de acordar o Clyde para dar a notícia terrível e avisar que sua família queria que ele voltasse.

    Última foto tirada de Eddie, remando em sua prancha, antes da travessia.


    Nós passamos o resto da noite conversando e tentei dar a notícia aos poucos, nós nos agarramos à idéia que o resgate acharia Eddie e o resto da tripulação. Na manhã seguinte, Clyde tomou ciência da trágica realidade: seu irmão Eddie, após a canoa virar, remou com sua prancha em busca de ajuda e nunca mais foi visto. O resto da tripulação, por sorte, conseguiu ser resgatada.

    Minha amizade com a família Aikau se fortaleceu com os anos. Numa oportunidade, em 1998, Clyde veio ao Brasil e me presenteou com uma prancha de seu irmão, a única que está fora da família. Até hoje, guardo este presente com muito carinho e ela faz parte do meu museu do surf.

    Eu e Clyde durante a visita dele ao Brasil e eu com a prancha que o Clyde me deu e que faz parte do Museu do Surf.


    A vida de todos seguiu em frente e a memória de Eddie rendeu belas histórias e um campeonato todo ano de ondas gigantes, na baía de Waimea, em sua homenagem, que só participam convidados.

    Eddie sempre vai ser o exemplo do cara humilde, que cresceu morando em uma pequena casa dentro de um cemitério, que brincava com seus irmãos e adorava o mar mais que tudo. Um salva-vidas dedicado, um incrível nadador e um excepcional surfista, Eddie realmente foi um grande herói havaiano, que levou a cultura de suas raízes para o mundo e encarava as ondas que todos temiam. Aonde tivesse onda, Eddie would go.

    Boas Ondas e até breve,
    Rico de Souza

  10. 24/07/2007

    Museu do Surf Rico: um acervo com mais de 50 pranchas e fotos

    Aloha Amigos,

    No meu último contato com vocês acabei contando um pouco sobre a história da evolução das pranchas de surf ao longo dos anos. Aproveitando este gancho, vou falar um pouco sobre o Museu do Surf que criei no decorrer da minha vida em contato com esse esporte maravilhoso.

    Logomarca do meu Museu do Surf


    Meu acervo conta com mais de 50 pranchas e fotos, que representam bem toda a história do surf no Brasil e no exterior. Tenho modelos de pranchas exclusivas, que me foram doados por grandes amigos que conquistei ao longo da minha trajetória no surf, como a prancha que pertencia ao lendário havaiano e saudoso amigo Eddie Aikau; a única que não se encontra sob os cuidados da família, mas essa história conto em outra oportunidade.

    Voltando ao Museu, eu já tenho essa coleção há mais de 20 anos e tento levar o museu para exposição em todo Brasil, ele já correu vários estados e ficou exposto em importantes eventos e shoppings, como no show do Jack Johnson na Apoteose, ano passado.

    Museu do Surfe Rico montado na Apoteose durante o show do Jack Johnson, que fez questão de visitar a estrutura montada do museu após o show!


    Entre as relíquias que guardo nesse acervo também conto com pranchões de madeirite, até os modelos atuais usados por consagrados surfistas, como Neco Padaratz e Vitor Ribas e o australiano bi-campeão mundial Tom Carol, além de conter pranchas de verdadeiras lendas do surfe nacional como Pepê Lopes e Roberto Valério.

    Pranchas de uma, duas, três e quatro quilhas, diversos tipos de rabetas, vários tipos de bordas e diferentes curvaturas das principais marcas que fizeram a história da fabricação das pranchas em todo mundo fazem parte do vasto acervo do Museu do Surf Rico.

    Além das pranchas, o Museu conta com uma belíssima coleção de fotografias que retratam a história do esporte e sua trajetória ao longo dos anos. E algumas, já coloquei aqui para vocês em outras matérias.

    Vários outros momentos de exposição do Museu, como no Barra Shopping, que recebeu o Museu durante um longo tempo!


    Essa é uma maneira interessante de resgatar e manter viva a cultura do surfe no Brasil e no mundo. Assim posso continuar levando a essência do surfe para pessoas em cada canto do país e contar um pouco sobre a história desse esporte que cresce e se propaga a cada dia pelo mundo a fora.

    Como sempre digo, é importante lembrar que surfar é estar em harmonia com a natureza e em sintonia com as ondas, a radicalidade das manobras faz parte de uma session de surfe, mas conhecer e respeitar as raízes do esporte é que faz de cada praticante, um surfista de alma!

    Boas Ondas e até breve,
    Rico de Souza

Rico de Souza nasceu em junho de 1952, no Rio de Janeiro. Com mais de trinta anos de surfe, ele faz parte da Comissão Nacional de Atletas e ganhou o título de Embaixador do Surf Brasileiro. Rico conquistou seis vezes o título nacional, três deles na categoria pranchinha (1969 / 72/ 73), e os outros três na categoria longboard (1987 / 88/ 89), além do vice-campeonato mundial amador de longboard em 1988 e no Circuito Mundial de Longboard da ASP em 1989.O surfista e empresário contribuiu com iniciativas pioneiras no país. No início dos anos 90, Rico inaugurou a primeira escola de surf do Brasil, que está em funcionamento até hoje, além de promover o Campeonato Brasileiro de Longboard desde 2002.

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